02/01/2009
interpretação de texto
2 All crushed upon my skin, This mess I put you in and the punch i threw.
3 It was a strange reaction for someone like you to remain on side
4 And in a chain reaction I was down and calling for a place to hide.
5 I saw a broken arm, Machines will all break down in the way I know.
6 Mended and all made clean, I saw up on the screen all the stones I throw.
7 It was a strange reaction for someone like you to remain so sure
8 And in a chain reaction I dissolve and break and then away I crawl.
(your love means everything - coldplay)
alias...
é do faultline
bem...
acho que posso escrever e ninguem vai ler
vou colocar a tradução
cada linha é cada verso mesmo...
=))
depois eu coloco o significado direitinho de cada verso, mas primeiro traduzindo pro portugues...
"1 eu fugi ontem a noite. e fui levado alem de vista e de lugares familiares.
2 Sobre minha pele, minhas tentativas e essa confusão em que lhe meti.
3 E foi uma reação estranha para alguem como vc continuar ali
4 e consequentemente, eu estava triste e procurando um lugar em que me esconder."
"5 Eu vi um braço quebrado, até onde sei todas as maquinas quebram.
6 Juntas e limpas, eu vi na tela todas a pedras que joguei."
"7 E foi uma reação estranha, para alguem como vc, permanecer tão certa.
8 E consequentemente eu (fiquei confuso, desapareci, entristeci, me deprimi) e sucumbi, e então rastejei pra longe."
primeira estrofe (significado...)
slip away costuma carregar a involuntariedade... fugir escondido levado por forças maiores que vc (nesse caso internas), significa escorregar...
então o primeiro verso diz que ele fugiu involuntariamente pra longe da vista e de logares que ele conhece.
o crush vem trazer uma ideia de que estão misturados como pó, tanto as tentativas quanto a confusão em que ele...
a pele traz a ideia de que isso esta frequentemente no conciente dele.. algo como "á flor da pele"
on side é como aside, esta no lado e não ao lado, então treaz a ideia de estar ali, mas não grudado.
então traz a ideia de não se mover, não fugir, estar por perto mas não acompanhar.
no quarto verso da primeira estrofe, não especifica se a tristeza foi ou não causado pelo ato, mas a procura por um lugar para se esconder (falado na primeira estrofe) foi sim, causada pela permanencia do interlocutor.
na segunda estrofe, primeiro verso, o braço quebrado vem com o significado de dor emocional, algo como um pesar.
machines, no segundo verso, trazem a ideia da pessoa comum, que se comportam de forma robotica.
esse verso diz que pessoas normais já teriam desistido, não especificando quem é a pessoa ecepcional, ele o/a interlocutor/a. provavelmente ele (já que ele especifica as tentativas dele na primeira estrofe)
juntas e limpas trás a ideia de ideias organizadas, que foram parar na tela (pode ser de um computador, ou da televisão), e as pedras são frequentemente usadas para se referir a poemas ou paginas de livros.
na terceira estrofe ele volta com a ideia do comportamento estranho que tem o/a interlocutor/a tem.
nesse caso é de se manter certo, decidido, sem mudar de sentimento (aparentemente é sentimento, mas tb parece ser de decisão
e novamente ele trás a reação em cadeia,
onde ele ao mesmo tempo some, se deprime, se confunde, sucumbe e foge numa postura submissa e de sofrimento.
(crawl é geralmente usado para demonstrar uma postura encurvada, deprimida, enfraquecida)
pronto
ps: ele e ela são meramente figurativos, não faço ideia de quem escreveu, só o compositor da melodia e o interprete do vocal (cris martin)
ps2: usem os numeros para seguir os versos e comparar.
09/09/2008
Sem inpiração
cobrem a fina areia
deste longo litoral.
Perdem seu calso
no chão que derreia
este nascer aboreal.
03/09/2008
leia em ordem cronológica.
“Duas horas serão o suficiente...”
“Não precisaria de tanto para entender algo que tanto me interessa...” Tanto fez, porque, sob a graça de seu sussurro, eu me entreguei como criança á mãe que amamenta. E seguimos ambos pela rua, descendo até a praça mais próxima, mais solitária, onde teríamos privacidade para conversar. A cada passo eu via suas madeixas ondularem á favor da brisa, como se ela fosse ser carregada por aquelas asas de aveludadas mexas ruivas.
Senti-me seguindo a lua, como uma loba, matriarca de sua matilha, senhora de seu focinho, hipnotizada pelo tremular da lua no céu escuro. Mas era dia, e quando me dei por mim, estávamos perto de um pequeno bosque, e ali ela fez sinal para nos assentar.
Seus olhos me cativavam como o colono ara o solo vermelho, e eu era vermelha...
Cada palavra soava como se fosse ouvida pela primeira vez, com um novo sentido. “Não deve estar falando sério, garota! Ela tem mais que o dobro da sua idade...” E, por mais robusto fosse seu falar, sua voz soava para mim como um pequeno cantar, uma flor em um país distante...
Aos poucos eu era deliberadamente engalfinhada no seu cuidadoso porem relutante abraço. E em vis contratempos, minha atenção era desviada para ocasionais transeuntes que nos fitavam com olhares de desaprovo, o desdém daqueles que nada entendem daquilo que vêm. E eu demi-incorporava as suas atitudes em detrimento das minhas, como se, ao ser como ela, eu fosse acender para um mais sublime nivel de repouso. Como em uma pequena caixa frágil, eu me enclausurei delicadamente em seu colo enquanto discutíamos política, como se meninas fizessem tanta política quanto gostariam.
Já era tarde e eu tinha de me despedir, tinha de pegar a condução. E tentei dizer tchau como quem dá boas vindas, e tentei partir ao me aproximar. Meus leves braços oscilavam no ar, tentando se agarrar a algo que parecia intangível, mas era bem palpável, porém esguio.
Seu corpo era um templo pra mim, mas meu toque de adeus foi recusado, talvez pelo medo de haver um nunca-mais. E esse “nunca mais” seria verdadeiro num futuro não tão distante, sobre um chão não tão distinto, por pretextos muito mais complicados do que pequenos anseios de duas garotas adolescentes. Anseios esses que poderiam preencher a vida de mil crianças com ambições, anseios que seriam desprezados, um a um, durante nossas vidas, tornaram nosso conviver muito mais agradável que poderia ser sob o pretexto de simplesmente nos amarmos.
E sob esse pretexto eu parti. Parti para meu repouso na esperança de poder decidir meu futuro amanhã, como que decide seu presente agora. Hoje eu sou a ave que sobrevoa os confins da pretensão, predando pacientemente a glória dos que buscam pelo sucesso absoluto contra as forças do desconhecido caos. O caos da qual toda ordem é formada, do qual o indistinguível se distingue e forma todo o tipo de silhuetas que podem ser imaginadas. Sob o pressuposto caos vem toda a venerável ciência da qual todo ser levemente racional depende profundamente para a sua existência.
“somos caos e do caos viemos, somos caos e caos formamos,
e ao darmos ordem ao caos, criamos tudo aquilo que sabemos.”
Eu chegava em casa, cheio de opiniões sobre a estruturação da ordem cósmica quando minha doce mãe fazia biscoitos para o jantar. Sim, jantávamos cosias que não pareciam normais em uma casa cheia de gente normal, mas eu havia tirado a normalidade daquela casa como um beija flor suga o néctar de uma flor. Eu achava normal jantar essas coisas quando a mãe tentava suas receitas. E conseguia fazer algo nutritivo, como pequenas porções para soltados em tempos de paz. E eu era a paz, porque somos toda paz nesses tempos de luta. Somos todos paz ao tentarmos impor nossa vontade, quando a minha vontade era apenas descansar, esperar por um novo dia.
Chegava o novo dia e nada de novo cobria meus lençóis, só a brisa matutina e o ego de uma jornalista
Lanchei os restos da janta, sendo esses duas bolachas de gengibre e um punhado de biscoitos de amendoim. Desci, subi, andei e desandei no caminho para o colégio, como se nunca o tivesse feito em minha vida, pois sabia que o ginásio nunca mais seria o mesmo ao saber da existência da moçoila da leves madeixas e lábios tentadores. Mas tudo seria diferente mesmo era por causa dos olhares e mexericos que surgiriam com a desenvoltura dessa santíssima relação. Eu seria tachada de sapata tão logo alguém notasse meus olhinhos brilhantes de amor, tão logo alguém notasse o suor em minha testa. Eu estava longe de estar preocupada com o papagaiar dos meros mortais, mas sabia que haveria diferenças e desentendimentos por vir. Mas logo viria minha sonhada faculdade de jornalismo, e meus pais que já tinham se acostumado com minha tia logo se acostumariam comigo, pensando consigo que tudo não passa de uma faze...
30/08/2008
Foi com um selo na tez da minha face que ela se despediu e foi-se encontrar sua antes-conhecida amiga. Outra altona, jogadora de basquete, conhecida como rubric, pela sua mania do cubo-mágico. Ambas com mais pinta de bofa do que patéticos mortais podem suportar. Ambas boas amigas no futuro...
E foi com minhas mãos frias que me despedi, com um toque leve na pele e uma mão a abanar. Sinais que posteriormente seriam interpretados como um “por que não?” E sob essa memória eu me preparei para o dia seguinte. Fui pra casa, toquei piano, troquei de roupa e passei o banho a me deslumbrar com essa memória. Seca e limpa jantei torradas com feijão e salada, minha casa nunca foi tradicional na hora da janta, então comíamos o que nos parecia mais pratico. A casa era velha, apartamento, pra ser honesta. Paredes grossas, área estreita, quartos todos separados por um corredor que varava a casa como átrios de nosso corpo. Quadros pendurados em todos os lados e um minibar na sala de estar. Vista pra praia da costa, e a constante sensação de que algo estava errado. Não sabia se era a iluminação, a falta de sincronia ou as bíblias por todos os cantos, mas havia algo de errado. Dizem meus pais que, quando eu nasci, o apartamento pareceu criar uma vida irriquietante que esquenta o sangue de seus hospedes. E eu cresci naquele ambiente, furiosa, fogosa e coisas á mais.
Todo meu desafeto fora desconstruído naquela noite, e passei a me tornar macia como um cordeiro recém nascido. Mentalizei cada curva, cada ruga daquela silhueta e dormi como um bebê sedado. Acordei cedo, tomei meu banho, meu café, minha medicina e fui para a aula. Aula que mais parecia uma contagem progressiva para um encontro inevitável, imprevisível e ao mesmo tempo idealizado. Á vi durante o intervalo e tiramos a poeira das nossas lentes de entender gente. Falamos sobre o que éramos, como éramos, quando éramos, e mentimos tudo sobre um pouco, um pouco sobre tudo. Seus olhos miravam as partes mais desinteressantes do meu corpo, enquanto eu cobiçava tudo que ela tinha de melhor. Toda silhueta da cintura, quadris, púbis, seios, mãos, pescoço, pés, face. Ela só me olhava nos olhos, como se eu fosse feita de mágica, como se ela fosse feita de mágica. Então eu me perdi! Perdi-me nos vastos corredores da minha primeira paixão, apaixonada por uma fada traiçoeira que agora tirava de mim o chão. Eu era o dragão a ser domesticado, com meu falar pomposo e minha língua indecisa, minhas asas de criatividade e minhas garras de persistência. No fim, eu á domei. Reclamei para mim cada gota de sua atenção e fiz disso minha morada até nos aproximarmos para selar nosso destino, hipnotizadas, com um beijo...
O sinal tocou...
Despedimos-nos silenciosamente, surpresas com nossa coragem, surpresas... E nossos olhos foram se despedir muito depois dela partir. Mas eu, incansável, fui procurá-la logo depois da aula. Fui atrás de quem conseguiu cativar muito mais do que é capaz de cultivar, ainda assim, um solo disposto a ser arado.
Seus olhos não demoraram muito para me identificar na multidão, pálida, tremule, do fôlego perdido em nossa conversa. Eu logo notei sua aproximação sutil, como quem tenta entrar pelos flancos para confundir o adversário e tomar-lhe seu premio. Meus lábios logo seriam o tão cobiçado premio, mas o medo logo seria seu adversário...
28/08/2008
Sonhos de um Ano de Esmeralda
Divagar sobre o começo é algo que persiste em minha mente nesses dias levemente fúnebres dos meus tenros dezoito anos. Não, não são fúnebres devido a alguma catástrofe ou desenhos deprimentes, e sim pelo tédio. Ah, o tédio. Eu sonhava que poderia me aventurar nos lugares mais diversos e interessantes desse complexo ao fazer dezoito anos, mas parece que a idade é inversamente desproporcional ao interesse que as pessoas têm por se divertir. Três anos de faculdade não foram o suficiente para me estriparem do meu bom humor, do meu sarcasmo e individualidade, Mas o pessoal que faz cursinho pena como se já estivessem na crise dos trinta anos.
Deus me salve de fazer 20!
Faço dezenove e doze meses, mas nunca Ei de fazer vinte, nunca Ei de largar minha juventude pelos ilusórios prazeres de uma vida adulta. Ter dinheiro é para quem não tem um belo corpo, um bom sorriso e lábia na boca. Para ser honesta, um bom sorriso e lábia na boca faz de tola muitas mulheres, um belo corpo já satisfaz os babacas, então eu estou bem munida durante minha juventude. Bem... Talvez seja por isso que tema tanto em perde-la, perder todo esse poder que a mocidade me trouxe. Mas a lábia e o sorriso não somem com a idade, e ainda Ei de dizer que muitas mulheres me ensinaram essas e outras coisas desde meus ternos 14 anos pra cá. Não seria esperta ao conclamar que não ha homem sábio nesse mundo, mas seria honesta ao dizer que nunca conheci um desses que fosse velho e “hetero”, ou que, sob quaisquer circunstâncias fosse mais sábio que essas mulheres. Mesmo perdendo toda sua munição na batalha da vida elas se superam e conseguem restabelecer novos amores, novos serviços e calores de verão.
E foi num verão que conheci essa mulher que me ensinou a liberdade de uma forma nunca antes compreendida por mim, por meus pais, ou pelo ator bonitinho da telenovela. A liberdade das alcunhas, das modas, regras, moralismos, éticas, afazeres e identidades. Ser o não-ser acima de tudo, porque tudo perde se há alguma limitação a mais do que precisamos.
E eu parei de precisar das alcunhas, e, simploriamente passei a ignorar quando era chamada pelo nome e respondia apenas á pronomes. Foi engraçado no começo, eu ainda era apegada á vícios da normalidade, mas logo fui apelidada de Vossa Mercê. Tentaram me chamar de Mercê, mas eu não respondia. Então passei a ser conhecida por Mercê, mas era chamada de Vossa Mercê, ou de Vosmicê pelos amigos e conhecidos. Por mais lunático que pareça, tudo isso foi intencionalmente arquitetado para seguir as palavras de uma senhora de 50 anos.
"Nunca se prenda á alcunhas, garota. Porque chega o tempo em que todos te chamam de velha."
A senhora dizia que logo haveria um dia em que uma jovem não seria mais vista com olhos distintos dos que olham para uma idosa. E eu seria visionária, se sendo alguém tão bem afeiçoada, não soubesse me distinguir dos outros. Palavra de ordem, globalização.
Tudo funcionou como o planejado e eu havia deixado de ser o “rosto jovem bonito e imaturo do ensino médio” e passei a ser a “rebelde jovem que foi fazer jornalismo quando poderia ter escolhido carreiras mais palpáveis”. Quanto maior seu titulo mais você se aproxima do titulo algum. E isso era um bom sinal pra mim.
Foi-se o meu aniversário de “já”neiro e. 14 anos feitos, fui pra casa arrumar meu terceiro ano com as lembranças da senhora de cinqüenta-e-poucos de Guarapari e todos os garotos e garotas que fiquei naquela estação. E vinha com o propósito de ir alem disso, para voltar com novidades mais quentes de quem havia crescido no inverno. Tratei de cuidar da minha marca, meu nome, e de comer alguém. Sério, eu realmente pensei nisso, porque nada me parecia mais maduro naquela época do que suprimir o medo que afugentava garotos e garotas (por mais que os garotos façam a “cena” eu sabia que eles temiam tanto quanto a mim). Podia parecer errado a todos, mas nada que não é crime é errado, ao menos funcionava assim pra mim. Mas o obvio parecia mais difícil do que a ementa dizia. Não havia o ideal, o necessário para correr tanto risco na mão de alguém. Não havia como me aproximar de ninguém, então me aventurei mais no solo.
Não seria a primeira vez que faria isso, mas uma das primeiras se forem adicionar a fria intenção de trazer o costume e afastar o medo. Mais tarde descobriria que isso era mais normal para os já “feitos” do que uma criança como eu poderia conceber. O prazer para afastar o medo é algo mais instintivo do que meus professores gostariam de me falar, e mais sombrio do que gostaria que fosse. Porém, tudo era digno e bom, e tudo me fazia bem se não consumisse meu tempo de mais.
Passei meu terceiro ano a devaneios da juventude. Festas, noites fora, musica, arte e alguma poesia da vida. Tive dois namorados, duas namoradas, um ficante e minha primeira vez. Tudo num ano de arregalar o olho dos que gostam de ser puritanos. Mas os puritanos são os mais masoquistas, portanto puritanismo não passa de masoquismo.
Namorei primeiro uma menina chamada Alice. Dois anos mais velha, dois anos mais imatura e previsível. Linda como só as deusas mais sublimes poderiam ser. Essa mulher fez-me afeiçoar pela idade dos 16. Tinha olhos puxados, mas nenhuma ascendência oriental ou indígena que pudesse ser rastreada. Tinha lábios suaves apesar de nunca usar batom. Seu rosto era rosado, suave e branco, mesmo indo á praia todo final de semana. Seios firmes, mesmo nunca tendo usado sutiã (eu usava os meus, morrendo de medo que minhas pequenas maças se tornassem peras). Olhos negros como o ébano, cabelos ruivos como o sol da manhã. Maçãs do rosto pouco proeminentes, rosto fino, nariz sisudo e imponente como um soldado. Seu queixo era bem feminino, orelhas pouco grandes e sobrancelhas bem feitas. E toda essa feição parecia louca para desbravar em mim o que não podia. Se eu fosse casar com alguém casava com aquela menina. Ela me provocada por todos os cantos desde que nos conhecemos, seja pro bem ou para o mal.
Ela era do segundo ano, o que me colocava na posição de professora, mas ainda assim, submissa. Ela era um bocado mais alta, 15cm, quase uma modelo, não fosse as imperfeições perfeitas de seu corpo. Me abordou um dia na sala para perguntar sobre uma amiga. Chamou me de senhora (risos) e piscou pra mim, como quem cortejava alguém mais crescido. Dei-me á gargalhar pelo tablado da sala e apresentei-me com meu novo nome.
“Je suis moi.”
Com um francês mais que arranhado eu começava uma relação que duraria três longos meses, sem contar interpostos. “Eu sou minha!”, bradei, “Eu sou o Eu de quem Deus toma toda glória.” Ela riu da minha insensatez, mas concordou com a cabeça e me perguntou o meu “verdadeiro nome”. “Eu sou eu.” Repeti, pois ela parecia não ter entendido o recado. “Eu sou a Vossa Mercê de quem tantos falam.” Nova e desconhecida, ela não sabia de quem se tratava, mas passaria á saber...